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22 de Julho de 2018

Desafios da advocacia corporativa

Publicado por Tarciso Tavares Tato
há 3 anos

Desafios da advocacia corporativa

Por Alexandre Tarciso Tavares*

Há muito se fala nos elevados custos para as empresas decorrentes de litígios judiciais, em especial quando envolvem processos de natureza trabalhista, tais como reclamações de trabalhadores, ações civis públicas, fiscalizações do Ministério Público do Trabalho e outras. Grandes, médias e pequenas empresas, independentemente do número de empregados e do ramo de atividade em que atuam, vêm enfrentando sensível aumento na rotatividade de trabalhadores. Nesse contexto, é cada vez mais necessária criatividade para gerir as relações de trabalho, além de conhecimento da legislação e experiência para implementar medidas de prevenção nas variadas situações de risco, e é nessa direção que as companhias esperam que os gestores e advogados corporativos lhes conduzam.

A advocacia corporativa deve estar preparada também para os muitos desafios que surgem em momentos de crise ou de agravamento de cenário econômico. Quando se conhece o negócio e a empresa a fundo, isto é, quando se é especialista, é possível antever ocorrências, identificar oportunidades e tornar a área jurídica geradora de resultados relevantes. Essas mesmas visão e postura deve ter o advogado terceirizado, para atuar como verdadeiro parceiro dos gestores e do corpo jurídico interno. Dos advogados e escritórios parceiros se espera muito mais do que a simples condução de processos, do que a atuação reativa ou a consultoria sem arrojo.

Os profissionais que desenvolvem capacidade de entender e focar seu olhar nos negócios e nas definições estratégicas de seus clientes, somando suas expertises ao conhecimento e às ações dos gestores corporativos, certamente farão sensível e positiva diferença nas relações entre empresas e trabalhadores. Nesse contexto, porém, as indústrias precisam lidar com a equação ‘demandas crescentes por serviços jurídicos’ versus ‘necessidade de adequação de custos’ por conta do impacto orçamentário típico de período em que a economia está menos favorável. A área jurídica interna, com sua inafastável postura empresarial, coadjuvada por parceiros focados no negócio e nas definições estratégicas da empresa, contribuirá de forma decisiva para que as melhores decisões sejam tomadas com vistas a melhorar as relações com os trabalhadores, a evitar ou minimizar riscos e, enfim, atingir os melhores resultados dentre os possíveis.

Estes são os principais desafios enfrentados pelos departamentos jurídicos corporativos e pelos advogados terceirizados contratados para ajudar o empresário não só em momentos de economia em retração, mas sempre que a complexidade das relações o exige.

*Alexandre Tarciso Tavares é especialista em Direito e Processo do Trabalho pelo Mackenzie, advogado empresarial, escritor, articulista, palestrante e sócio responsável pela consultoria da Piazzeta, Boeira e Rasador Advocacia Empresarial.

Fonte: Diário do ABC

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